Dissertação: Risco de transtorno alimentar entre universitários

Para concluir seus estudos do Mestrado Internacional em Nutrição e Dietética, uma bolsista da FUNIBER desenvolve pesquisas para diagnosticar possíveis casos de risco de desordem comportamental alimentar entre universitários, no Panamá

De acordo com o estudo da bolsista da FUNIBER, Lilith May Davidson Mora, os transtornos alimentares (TCA) estão se tornando mais comuns entre os jovens no Panamá. Esses distúrbios podem apresentar problemas comportamentais relacionados à dieta e ao controle de peso, afetando a saúde física e mental.

Para entender melhor esta realidade em seu contexto, e gerar informações que permitam o desenvolvimento de programas de ajuda, ela realizou um estudo sobre a insatisfação com a forma corporal e o risco de distúrbios alimentares entre os 75 alunos, com idades entre 18 e 29 anos, na Cidade do Panamá.

A pesquisa foi realizada para obter o título de Mestrado Internacional em Nutrição e Dietética, oferecido pela Universidade Internacional Iberoamericana, e contou com a direção da professora Mercedes Briones.

Estimando a prevalência de insatisfação

A autora aplicou uma pesquisa com os alunos da Universidade Especializada das Américas (UDELAS), em que procurou saber o peso e a altura dos participantes do estudo, a sua informação geral, bem como questionários sobre o comportamento alimentar e a forma corporal.

Os resultados indicaram que a maioria apresentava sobrepeso ou obesidade (um terço, aproximadamente) e 5% apresentavam risco de transtornos alimentares.

Entre os entrevistados, 48% indicaram algum grau de insatisfação com a forma do corpo, 56% gostariam de pesar menos, 37% gostariam de pesar mais e 7% disseram que se sentem bem com o peso.

A aluna observa que as mulheres têm notas mais altas que os homens. Entre os 5% que apresentavam risco de transtornos alimentares, todos eram mulheres.

“Os resultados desta pesquisa indicam que há uma alta porcentagem de estudantes com excesso de peso e que cerca de metade dos entrevistados mostram algum grau de insatisfação com a forma do corpo”, explica a autora do estudo.

Como proposta, Lilith May Davidson Mora apresentou os resultados para a Diretoria da Clínica Universitária para que eles pudessem desenvolver algum programa de avaliação, nutrição, atenção psicológica e suporte nutricional para aqueles que apresentam algum grau de insatisfação corporal ou casos mais extremos.