Violência patrimonial contra idosos

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alerta sobre outro tipo de violência não física sofrido por idosos.

A instituição define violência patrimonial como “exploração inadequada ou ilegal dos recursos financeiros de alguém, neste caso os idosos”.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) inclui nesse conceito ações relacionadas à herança, venda de propriedades, transferências e benefícios bancários, retenção de salários ou pensões, falsificação de assinaturas e ocultação de fundos, bens ou ativos e empréstimos, entre outros crimes.

O relatório anual Disque 100 elaborado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) do governo brasileiro indica que a violência financeira e econômica é um dos principais crimes que afetam os idosos do país, com um percentual de 39,57% do número total de denúncias em 2019.

A SBGG enfatiza que esse crime geralmente é cometido por quem depende economicamente desse grupo ou por quem reside no mesmo lar.

De acordo com a vice-presidenta do Departamento de Gerontologia da SBGG, Vania Beatriz M. Herédia, esse tipo de violência pode ter sérias consequências. “A violência financeira se ampliou, sem o conhecimento dos idosos, o que os coloca em uma situação de vulnerabilidade social”, acrescenta. Além da ruína financeira, essas pessoas vêem seus recursos de saúde e independência diminuídos, além de sofrer depressão e diminuição do bem-estar.

A informação é, segundo a organização brasileira, a principal maneira de impedir esses comportamentos reprováveis. Os idosos devem compreender em que consiste a violência patrimonial e devem estar cientes de sua existência.

A FUNIBER patrocina diversos programas universitários destinados a fornecer aos profissionais conteúdo completo e relevante sobre os diferentes tipos de violência associados aos idosos, além de descobrir como fazer um diagnóstico precoce para sua subsequente erradicação. Um dos cursos oferecidos é o Mestrado em Gerontologia.

Fontes: Cartórios monitoram possíveis casos de violência patrimonial contra idosos.

Disque 100 registra aumento de 19,12% no número de denúncias.

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