O impacto do exercício físico na qualidade do sono em idosos com insônia

A qualidade do sono é um aspeto crucial da saúde, especialmente na população idosa, onde a insônia afeta significativamente a qualidade de vida. Um estudo recente publicado na revista Family Medicine and Community Health analisou o impacto de diferentes tipos de exercício físico na melhoria da qualidade do sono em idosos com insônia. Esta revisão sistemática e meta-análise em rede fornece provas valiosas sobre qual o tipo de exercício mais eficaz para resolver este problema.

Contexto e objectivos do estudo

A insónia é um distúrbio comum nos idosos, com uma prevalência que varia entre 12% e 20%. Este problema não só afeta o bem-estar mental e físico, como também está associado a doenças crónicas como a hipertensão, as doenças cardiovasculares e a síndrome metabólica. Neste contexto, o estudo teve como objetivo identificar o tipo de exercício físico que melhora mais significativamente a qualidade do sono, utilizando como referência o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), um indicador global da qualidade do sono.

Metodologia

A análise incluiu 25 ensaios clínicos aleatorizados com um total de 2.170 participantes. Os estudos compararam diferentes tipos de exercício físico com atividades de rotina, cuidados habituais, educação para a saúde ou nenhuma atividade física. Foram utilizados modelos de meta-análise de efeitos fixos e aleatórios, dependendo da heterogeneidade dos dados, e o método de classificação SUCRA (Surface Under the Cumulative Ranking Curve) foi utilizado para avaliar a eficácia de cada tipo de exercício.

Um adulto mais velho a fazer exercícios de fortalecimento muscular para prevenir a insônia.
O estudo concluiu que o exercício de fortalecimento muscular é a intervenção mais eficaz para melhorar a qualidade do sono em idosos com insônia.

Principais conclusões

Os resultados do estudo destacam que o exercício de fortalecimento muscular é a intervenção mais eficaz para melhorar a qualidade do sono em idosos com insônia, atingindo uma pontuação SUCRA de 94,6%, o que o torna a estratégia mais eficaz. Embora os exercícios aeróbicos e combinados também tenham mostrado melhorias significativas no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh(PSQI), o seu impacto foi menor em comparação com o fortalecimento muscular. No geral, a análise direta mostrou que os exercícios combinados obtiveram uma melhoria média de -2,35. Por outro lado, os exercícios aeróbicos obtiveram uma melhoria maior de -4,36; no entanto, os exercícios de fortalecimento muscular foram os que mais se destacaram.

Este estudo reforça a importância do exercício físico como uma intervenção acessível e económica para o tratamento da insônia em idosos. Os resultados sugerem que equipas multidisciplinares, incluindo médicos de família e especialistas em geriatria, devem dar prioridade ao fortalecimento muscular como estratégia para melhorar a qualidade do sono nesta população. Para além disso, os resultados abrem novas linhas de investigação para explorar os mecanismos específicos através dos quais o exercício tem impacto no sono e como estas intervenções podem ser integradas em programas de saúde pública.

Reflexão final

A insónia nos adultos mais velhos é um desafio crescente que afeta tanto a saúde individual como os sistemas de saúde. Este estudo recorda-nos que soluções simples, como o exercício físico, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida. Ao dar prioridade a intervenções baseadas em evidências, como o reforço muscular, podemos avançar para uma abordagem mais abrangente e eficaz para tratar os problemas de sono na terceira idade.

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