Conselhos de uso das Redes Sociais para organizações de saúde

O uso das redes sociais no setor da saúde deve ter objetivos específicos estabelecidos, vocabulário moderado, prudência e cuidado

Em uma publicação anterior, mencionou-se o impacto das redes sociais na relação médico-paciente e nesta ocasião, a informação é ampliada para fornecer recomendações sobre o uso das redes sociais nos profissionais e organizações de saúde.

Segundo Clinic Cloud, serviço de gestão de clínicas na nuvem, no setor da saúde, as redes sociais são usadas para:

Obter uma consulta médica: Os profissionais da saúde colocaram à disposição redes sociais como o Twitter e o Facebook para responder dúvidas e perguntas específicas sobre temas de saúde e de doenças dos usuários.

Adquirir informação: Embora seja reconhecido que o Google é o buscador mais usado para realizar pesquisas, também existem perfis em redes ou blogs de profissionais e organizações da saúde para fornecer informação médica ou conselhos práticos para um melhor bem-estar.

Receber apoio: Os pacientes criaram grupos com interesses comuns em temas de saúde. Por exemplo, grupos no Facebook de pessoas doentes ou em uma mesma situação que compartilham experiências e conselhos.

Para qualquer uso, o portal Clinic Cloud aconselha sempre certificar que as fontes em que são obtidas informações se são confiáveis, já que na rede nem a Internet possui controle do que é publicado, e em caso de que ocorram erros nos temas de saúde, pode ser perigoso.

Neste mesmo sentido, o manual de uso para médicos e estudantes de medicina: “Ética e redes sociais”, realizado pela Organização Médica Colegial da Espanha, apontou a importância do cuidado de atitude e imagem do médico como usuário das plataformas digitais e ressalta a responsabilidade da informação médica difundida em redes sociais, já que confirma o compromisso da profissão com a sociedade a qual presta seus serviços.

O manual fornece conselhos com detalhes para os profissionais da saúde e é divido por capítulos que tratam de temas como a confidencialidade, o segredo médico e as relações entre colegas em redes sociais, além de outros temas.

Por outro lado, mas na mesma linha, Silvia Mazzoli, especialista em marketing, o ABC dos profissionais da saúde em redes sociais deve ser:

  • Ponderar a importância das redes sociais para a estratégia de comunicação.
  • Definir objetivos.
  • Identificar o público-alvo.
  • Ser consciente que a web ou blog é o ponto de partida.
  • Escutar e dialogar.
  • Ser prudente.
  • Paciência, trabalho diário e tenacidade.
  • Não improvisar.
  • Estabelecer consistência visual e conexão entre perfis em diferentes redes sociais.
  • Adaptar a linguagem de acordo ao médio em que é publicado.
  • Controlar, medir e monitorar.
  • Preparar um protocolo de gestão de crise.

Para os interessados em temas relacionados com organizações de saúde, com respeito ao uso de redes sociais, o Mestrado em Direção Estratégica de Organizações de Saúde patrocinado pela FUNIBER oferece uma preparação integral que permite aos profissionais a tomada de decisões assertivas na direção, administração, avaliação e planejamento dos processos necessários para o cumprimento dos objetivos institucionais.

Fonte: Redes sociales y salud: sus usos, ventajas y peligros

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