A demência frontotemporal (DFT): definição, sintomas e como reconhecê-la

Quando se fala em doenças neurológicas da terceira idade, provavelmente a primeira doença que vem à mente seja o Alzheimer.

No entanto, existe a Demência Frontotemporal (DFT), muitas vezes confundida com outras que apresentam características semelhantes que afetam a linguagem, a personalidade e o comportamento.

O que é demência frontotemporal?

A demência frontotemporal (DFT) é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios ou células nervosas e suas conexões nos lobos frontal e temporal do cérebro. Essas áreas estão envolvidas na personalidade, no comportamento e na linguagem, e sua degeneração causa uma série de sintomas que variam conforme a área afetada.

Jorge Valdés, fonoaudiólogo e diretor de Pesquisa em Neurorreabilitação em Fonoaudiologia Adulta da Universidade de San Sebastián, explica que a DFT é um dos tipos mais comuns de demência. No passado, muitos pacientes com DFT eram diagnosticados com Alzheimer, mas hoje se sabe mais sobre essa doença.

Quais são os sintomas da DFT?

Geralmente, a DFT afeta adultos, geralmente entre 45 e 60 anos, e os sintomas pioram com o tempo. Alguns dos sintomas que podem se manifestar são:

  • Transtornos de personalidade
  • Comportamento inadequado
  • Comportamento compulsivo
  • Anedonia (incapacidade de aproveitar as coisas)
  • Perda de empatia
  • Perda de julgamento
  • Mudanças na linguagem, nos movimentos e no pensamento.

Em relação a isso, Valdés ressalta que os sintomas dependem diretamente das regiões do cérebro que são afetadas. Por exemplo, se a parte frontal do cérebro for danificada, é provável que a pessoa tenha problemas de comportamento. Se a parte média do hemisfério esquerdo estiver atrofiada, isso pode causar dificuldades na linguagem e, se for a parte inferior do cérebro, pode haver uma perda temporária da capacidade de manipular, entender ou nomear objetos.

Além disso, embora ainda não exista um tratamento curativo, é essencial conhecer os sintomas da DFT para não confundi-la com outras doenças neurológicas, por se tratar de uma das formas mais comuns de demência. Portanto, estar ciente dos sintomas e consultar um especialista em neurologia, psiquiatria ou geriatria, pode reduzir os sintomas ou retardar a progressão da doença.

Como tratar a demência frontotemporal?

É fundamental receber um tratamento multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida do paciente e de seu ambiente. Estas equipes são formadas por fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, que oferecem um gerenciamento holístico da doença à medida que ela vai avançando.

Por fim, deve-se observar que a FUNIBER promove programas educacionais para conhecer e entender melhor as necessidades dos adultos da terceira idade e como aproveitar as novas tecnologias para beneficiar seu estilo de vida à medida que a sociedade avança. Um exemplo é o Mestrado em Gerontologia que permite que você se aprofunde no assunto.

Fonte: O que é demência frontotemporal? Saiba mais sobre a doença que tirou Bruce Willis do cinema

Foto: todos os direitos reservados.