As agências de publicidade e as instituições devem adotar medidas contra os combustíveis fósseis?

A crescente preocupação com as mudanças climáticas levou a iniciativas e debates sobre como as indústrias e instituições devem abordar sua relação com os combustíveis fósseis. Duas propostas recentes se destacam por sua criatividade e potencial impacto na percepção pública: a proibição de anúncios de combustíveis fósseis e a ideia de nomear tempestades com os nomes de empresas petrolíferas.

O debate sobre a publicidade de combustíveis fósseis

O artigo da More About Advertising levanta a questão de se as agências de publicidade deveriam assinar um compromisso para proibir anúncios de combustíveis fósseis. Esse movimento, que busca limitar a promoção de indústrias responsáveis por emissões de carbono, se inspira em precedentes como a proibição de anúncios de tabaco. A ideia é simples: reduzir a influência dessas empresas na opinião pública e promover uma mudança para energias mais limpas.

No entanto, essa proposta enfrenta desafios significativos. Por um lado, muitas agências de publicidade dependem economicamente de contratos com empresas de combustíveis fósseis. Por outro, essas empresas estão investindo em energias renováveis e poderiam argumentar que sua publicidade também promove soluções sustentáveis. O debate se concentra em se aceitar esses contratos contradiz os compromissos ambientais das agências e se a proibição poderia acelerar a transição energética.

Nomear tempestades com nomes de empresas petrolíferas

Por outro lado, uma campanha no Reino Unido, relatada pelo The Guardian, propõe que o Met Office nomeie as tempestades com nomes de empresas de combustíveis fósseis. A iniciativa busca destacar a conexão entre as mudanças climáticas, exacerbadas pelas emissões de carbono, e os fenômenos meteorológicos extremos. Inspirada no fenômeno viral «Boaty McBoatface», essa proposta pretende gerar conscientização pública de maneira impactante e memorável.

Os defensores argumentam que essa abordagem poderia visibilizar as consequências das mudanças climáticas e responsabilizar as empresas que contribuem significativamente para as emissões globais. No entanto, o Met Office declarou que não nomeia tempestades em homenagem a empresas privadas, o que limita a viabilidade da proposta.

Nomear tempestades com nomes de empresas petrolíferas pode tornar visível o impacto das mudanças climáticas de maneira memorável.

Reflexão e ação coletiva

Ambas as iniciativas refletem uma mudança na forma como a sociedade aborda a crise climática. Enquanto a proibição de anúncios busca limitar a influência das empresas de combustíveis fósseis, a proposta de nomear tempestades usa o poder simbólico para gerar conscientização. Essas ideias ressaltam a necessidade de ações coletivas e inovadoras para enfrentar as mudanças climáticas.

Continue sua carreira profissional

A gestão ambiental e a comunicação estratégica são essenciais para enfrentar os desafios climáticos atuais. O Mestrado em Mudanças Climáticas da FUNIBER oferece ferramentas para liderar iniciativas sustentáveis e promover uma mudança positiva na sociedade.

Fontes:
The Guardian
More About Advertising